Brasil e México chegam a acordo sobre sistema de cotas




Brasil e México finalmente chegaram a um acordo para manter o comércio bilateral. O sistema de cotas de exportação por parte do mercado mexicano passa a valer a partir de segunda-feira (19) e fica estabelecido um valor fechado para os próximos três anos – depois disso, volta a valer o regime de livre comércio.

No primeiro ano, o limite de modelos exportados para o Brasil será de US$ 1,45 bilhão. No segundo ano, passa a ser de US$ 1,56 bi. Por fim, no terceiro ano, o valor chegará em US$ 1,64 bi. O valor estipulado representa uma média anual registrada entre 2009 e 2011 – somente no ano passado, o Brasil gastou US$ 2,07 bilhões na compra de automóveis mexicanos e o déficit foi de cerca de US$ 1,5 bilhão.

O anúncio foi feito pelo ministro de Economia do México, Bruno Ferrari, após seguidas reuniões com autoridades mexicanas e os ministros brasileiros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

De acordo com informações da agência Reuters, Ferrari também afirmou que o México vai aumentar a proporção de peças nacionais nos veículos que são exportados para o mercado brasileiro. O conteúdo passa de 30% para 35% no primeiro ano e vai chegar até 40% em cinco anos. No Brasil, por determinação do governo federal, o índice é de 65% para escapar da alta do IPI.

Em relação aos veículos pesados, cujo setor o Brasil pretende aumentar as exportações para lá, autoridades mexicanas adiaram as conversas para fazer consultas para homologações de normas técnicas e ambientais.

O sistema de importação de autopeças continua inalterado. “Quando é bom para os dois lados, todo mundo sai satisfeito. Esse acordo vai incentivar mais a fabricação de autopeças brasileiras para serem incorporadas nos carros que vão ser exportados para o México”, afirmou Pimentel.

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